consistência
essa semana, fazendo uma limpa necessária pra uma mudança em breve, encontrei pilhas de materiais de estudo. estudo de idiomas (alemão, francês, espanhol); minha fase de querer aprender guitarra (muitas folhas de cifras); minha fase de querer aprender teoria musical (apostilas e infográficos); e minha fase de querer aprender a cozinhar (essa bem mais antiga e agora bem mais restrita).
o estudo de idiomas sempre foi algo que eu consegui ser tranquilamente consistente, talvez pelo fato de eu nunca ter me sentido menos capaz do que qualquer outra pessoa a isso. pra mim, aprender idiomas estrangeiros sempre me pareceu algo inevitável se a consistência existe (não me pergunte por que meu cérebro não aplica essa mesma linha de pensamento pra outras habilidades que se julga como incapaz...). também nunca senti nenhum tipo de pressão interna ou externa em aprender, ou ser boa nisso, ou até mesmo a pressão de ter a capacidade de aprender isso (?) (é uma questão em outras áreas).
ultimamente tenho me dedicado a aprender coreano, o qual ainda tenho um conhecimento muitíssimo básico. mas hoje completei dois meses desde que voltei a usar flashcards pra estudo - algo que só funciona com consistência - e é bom perceber que, bem, eu sou capaz. aprender uma língua nova exige incontáveis horas, exige dias, meses, anos de dedicação. não é uma corrida pra ver quem aprende mais rápido, ou nem mesmo uma competição pra ver quem aprende corretamente. e não é todo dia que parece que todo o esforço esta trazendo algum resultado. sorte a minha que eu não acho que só o resultado final é o que vale, mas sim todos esses momentinhos contínuos que a consistência proporciona.